| Futuro e Tendências

ESG é a sigla para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança). Enquanto ESG é a sigla utilizada internacionalmente, no Brasil também é comum encontrar o termo ASG, que significa Ambiental, Social e Governança. As duas expressões representam exatamente o mesmo conceito.
O conceito surgiu para ajudar empresas, investidores e consumidores a avaliarem não apenas os resultados financeiros de uma organização, mas também a forma como ela administra seus impactos ambientais, suas relações com a sociedade e seus processos de governança.
Na prática, empresas que adotam princípios ESG compreendem que desempenho econômico e responsabilidade corporativa devem caminhar juntos. Isso porque os desafios atuais exigem organizações mais preparadas para lidar com mudanças climáticas, transformações sociais, riscos regulatórios e expectativas crescentes da sociedade.
Hoje, o ESG já é considerado um dos principais indicadores de maturidade corporativa e visão de longo prazo.
O componente ambiental está relacionado à forma como a organização gerencia seus impactos sobre o meio ambiente.
Entre as principais práticas estão:
Empresas que investem nessas iniciativas contribuem para reduzir impactos ambientais e fortalecer sua estratégia de sustentabilidade empresarial.
O pilar social avalia como a empresa se relaciona com pessoas e comunidades.
Inclui aspectos como:
A governança garante que a organização atue de forma ética, transparente e responsável.
Esse pilar contempla:
Uma das pesquisas que mais crescem quando o assunto é sustentabilidade empresarial é: "o que são créditos de carbono?". Os créditos de carbono são instrumentos criados para incentivar a redução das emissões de gases responsáveis pelo aquecimento global.
Cada crédito representa a compensação, redução ou remoção de uma tonelada de dióxido de carbono equivalente (CO₂e). Esses créditos são gerados por projetos ambientais certificados que contribuem efetivamente para reduzir a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera.
Entre os exemplos mais comuns estão:
| Escopos | Emissões afetadas | Exemplos | Resultado |
|---|---|---|---|
Escopo 1 | Emissões diretas geradas pelas operações da própria empresa. | • Frota própria | Maior controle da empresa sobre as emissões. |
Escopo 2 | Emissões indiretas associadas à energia consumida pela empresa. | • Consumo de energia elétrica em escritórios | Controle parcial, por meio da escolha de fontes energéticas mais limpas. |
Escopo 3 | Emissões indiretas da cadeia de valor, relacionadas a atividades que não estão sob controle direto da organização. | • Transporte e logística | Menor controle direto, exigindo engajamento da cadeia de valor. |
Exemplo prático:
Imagine uma empresa que utiliza veículos corporativos, consome energia elétrica em seus escritórios e contrata fornecedores para realizar parte de suas atividades:
Em muitas organizações, o Escopo 3 representa mais de 70% da pegada de carbono total, pois concentra as emissões relacionadas à cadeia de fornecedores, logística, transporte e deslocamento de pessoas.
Por isso, uma estratégia ESG eficiente não olha apenas para as operações internas, mas também para toda a cadeia de valor.
Imagine uma empresa que emite 200 toneladas de CO₂ por ano.
Primeiro ela realiza o inventário de carbono e descobre de onde vêm essas emissões, depois, ela implementa melhorias e consegue reduzir 120 toneladas.
As 80 toneladas restantes, que ainda não podem ser eliminadas imediatamente, podem ser compensadas por meio da aquisição de créditos de carbono provenientes de projetos ambientais certificados.
Essa é uma dúvida comum, a resposta é que os créditos de carbono não substituem a redução das emissões, mas podem complementar estratégias de sustentabilidade quando ainda existem impactos que não podem ser eliminados imediatamente.
Mais do que uma ação ambiental, trata-se de uma demonstração prática de compromisso com o futuro.
Uma das maiores dificuldades das empresas é saber exatamente onde estão suas emissões. Por isso, o primeiro passo para uma estratégia de descarbonização eficiente é a realização do Inventário de Carbono.
O inventário funciona como um diagnóstico ambiental, ele identifica, mede e organiza todas as fontes de emissão de gases de efeito estufa relacionadas às atividades da organização. Em outras palavras: não é possível reduzir o que não é medido.
Por esse motivo, o inventário é considerado a base para qualquer programa sério de gestão climática.
Um inventário de carbono mede a quantidade de gases de efeito estufa (GEE) emitidos e removidos por uma empresa durante determinado período.
Na prática, ele normalmente é expresso em toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e). Isso permite transformar diferentes gases, como CO₂, metano (CH₄) e óxido nitroso (N₂O) em uma unidade comum considerando seu potencial de aquecimento global.
Essa é uma das perguntas mais importantes quando se fala em ESG e crédito de carbono.
As duas estratégias devem atuar de forma complementar. As organizações mais maduras primeiro reduzem suas emissões e depois compensam aquilo que ainda permanece inevitável.

A boa notícia é que a redução da pegada de carbono não depende apenas de grandes investimentos. Muitas ações podem ser implementadas gradualmente.
A melhor prática ESG é seguir a sequência:
Medir → Reduzir → Compensar → Monitorar → Evoluir
É esse processo que fortalece a estratégia de sustentabilidade e contribui para uma economia de baixo carbono. Vale ressaltar que o crédito de carbono não substitui a redução de emissões.
Na Ativos, sustentabilidade é entendida como um processo contínuo de evolução. A Companhia busca compreender seus impactos ambientais, fortalecer sua governança socioambiental e apoiar iniciativas alinhadas às melhores práticas de mercado.
Como parte dessa jornada, realizou o levantamento de suas emissões de gases de efeito estufa e conquistou o Selo Carbon Free Brasil, reconhecimento que reforça seu compromisso com a neutralização de carbono, a transparência e a agenda ESG.
Mais do que um marco institucional, essa conquista representa um avanço no compromisso de construir uma atuação cada vez mais responsável e alinhada aos desafios do futuro.
ESG, crédito de carbono, inventário de carbono e descarbonização deixaram de ser temas restritos a especialistas e passaram a ocupar posição estratégica na gestão empresarial. Empresas que compreendem seus impactos, medem suas emissões e investem em práticas sustentáveis fortalecem sua reputação, aumentam sua transparência e contribuem para uma economia mais resiliente.
Na Ativos, essa jornada faz parte do compromisso de atuar com responsabilidade, ética e visão de longo prazo. Porque cuidar do presente também é uma forma de construir um futuro melhor.