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| Futuro e Tendências

ESG e crédito de carbono: iniciativas que ajudam empresas a reduzir impactos ambientais

14.08.2026 | 7 minutos de leitura

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O que é ESG?

ESG é a sigla para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança). Enquanto ESG é a sigla utilizada internacionalmente, no Brasil também é comum encontrar o termo ASG, que significa Ambiental, Social e Governança. As duas expressões representam exatamente o mesmo conceito.

O conceito surgiu para ajudar empresas, investidores e consumidores a avaliarem não apenas os resultados financeiros de uma organização, mas também a forma como ela administra seus impactos ambientais, suas relações com a sociedade e seus processos de governança.

Na prática, empresas que adotam princípios ESG compreendem que desempenho econômico e responsabilidade corporativa devem caminhar juntos. Isso porque os desafios atuais exigem organizações mais preparadas para lidar com mudanças climáticas, transformações sociais, riscos regulatórios e expectativas crescentes da sociedade.

Hoje, o ESG já é considerado um dos principais indicadores de maturidade corporativa e visão de longo prazo.

Quais são os três pilares do ESG?

Pilar Ambiental (Environmental)

O componente ambiental está relacionado à forma como a organização gerencia seus impactos sobre o meio ambiente.

Entre as principais práticas estão:

  • Gestão das emissões de gases de efeito estufa;
  • Eficiência energética;
  • Uso racional da água;
  • Redução de resíduos;
  • Economia circular;
  • Gestão da pegada de carbono.

Empresas que investem nessas iniciativas contribuem para reduzir impactos ambientais e fortalecer sua estratégia de sustentabilidade empresarial.

Pilar Social

O pilar social avalia como a empresa se relaciona com pessoas e comunidades.

Inclui aspectos como:

  • Diversidade e inclusão;
  • Saúde e segurança dos colaboradores;
  • Desenvolvimento profissional;
  • Experiência dos clientes;
  • Respeito aos direitos humanos;
  • Investimento social.

Pilar Governança (Governance)

A governança garante que a organização atue de forma ética, transparente e responsável.

Esse pilar contempla:

  • Compliance;
  • Gestão de riscos;
  • Auditoria;
  • Transparência;
  • Prestação de contas;
  • Integridade corporativa.

O que são créditos de carbono?

Uma das pesquisas que mais crescem quando o assunto é sustentabilidade empresarial é: "o que são créditos de carbono?". Os créditos de carbono são instrumentos criados para incentivar a redução das emissões de gases responsáveis pelo aquecimento global.

Cada crédito representa a compensação, redução ou remoção de uma tonelada de dióxido de carbono equivalente (CO₂e). Esses créditos são gerados por projetos ambientais certificados que contribuem efetivamente para reduzir a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera.

Entre os exemplos mais comuns estão:

  • Projetos de energia renovável;
  • Reflorestamento;
  • Conservação florestal;
  • Biogás;
  • Gestão de resíduos;
  • Eficiência energética.

Quais são os escopos do crédito de carbono?

EscoposEmissões afetadasExemplosResultado

Escopo 1

Emissões diretas geradas pelas operações da própria empresa.

• Frota própria
• Combustão de combustíveis
• Geradores
• Equipamentos operacionais

Maior controle da empresa sobre as emissões.

Escopo 2

Emissões indiretas associadas à energia consumida pela empresa.

• Consumo de energia elétrica em escritórios
• Energia utilizada em agências e unidades operacionais
• Compra de eletricidade, vapor ou refrigeração

Controle parcial, por meio da escolha de fontes energéticas mais limpas.

Escopo 3

Emissões indiretas da cadeia de valor, relacionadas a atividades que não estão sob controle direto da organização.

• Transporte e logística
• Fornecedores
• Viagens corporativas
• Deslocamento de colaboradores
• Serviços terceirizados
• Cadeia de suprimentos

Menor controle direto, exigindo engajamento da cadeia de valor.

Exemplo prático:

Imagine uma empresa que utiliza veículos corporativos, consome energia elétrica em seus escritórios e contrata fornecedores para realizar parte de suas atividades:

  1. 🚗 O combustível utilizado pelos veículos pertence ao Escopo 1.
  2. ⚡ A eletricidade consumida nos escritórios pertence ao Escopo 2.
  3. 🚚 O transporte realizado por fornecedores e as viagens corporativas pertencem ao Escopo 3.

Nem toda emissão vem de dentro da empresa

Em muitas organizações, o Escopo 3 representa mais de 70% da pegada de carbono total, pois concentra as emissões relacionadas à cadeia de fornecedores, logística, transporte e deslocamento de pessoas.

Por isso, uma estratégia ESG eficiente não olha apenas para as operações internas, mas também para toda a cadeia de valor.

Os três pilares da descarbonização

  • Medir: Não é possível gerenciar aquilo que não é medido.
  • Reduzir: A prioridade deve ser diminuir as emissões na própria operação.
  • Compensar: Os créditos de carbono devem ser utilizados para neutralizar emissões residuais que ainda não podem ser evitadas.

Entendendo de forma simples a descarbonização

Imagine uma empresa que emite 200 toneladas de CO₂ por ano. 

Primeiro ela realiza o inventário de carbono e descobre de onde vêm essas emissões, depois, ela implementa melhorias e consegue reduzir 120 toneladas.

As 80 toneladas restantes, que ainda não podem ser eliminadas imediatamente, podem ser compensadas por meio da aquisição de créditos de carbono provenientes de projetos ambientais certificados.

Crédito de carbono vale a pena para as empresas?

Essa é uma dúvida comum, a resposta é que os créditos de carbono não substituem a redução das emissões, mas podem complementar estratégias de sustentabilidade quando ainda existem impactos que não podem ser eliminados imediatamente.

Quais os benefícios do Crédito de Carbono?

  • Fortalecimento da agenda ESG
  • Melhoria da reputação corporativa
  • Demonstração de responsabilidade ambiental
  • Maior alinhamento às demandas do mercado
  • Contribuição para uma economia de baixo carbono
  • Apoio a projetos sustentáveis certificados

Mais do que uma ação ambiental, trata-se de uma demonstração prática de compromisso com o futuro.

O que é o inventário de carbono e por que ele é tão importante?

Uma das maiores dificuldades das empresas é saber exatamente onde estão suas emissões. Por isso, o primeiro passo para uma estratégia de descarbonização eficiente é a realização do Inventário de Carbono.

O inventário funciona como um diagnóstico ambiental, ele identifica, mede e organiza todas as fontes de emissão de gases de efeito estufa relacionadas às atividades da organização. Em outras palavras: não é possível reduzir o que não é medido.

Por esse motivo, o inventário é considerado a base para qualquer programa sério de gestão climática.

O que o inventário de carbono mede?

Um inventário de carbono mede a quantidade de gases de efeito estufa (GEE) emitidos e removidos por uma empresa durante determinado período.

Na prática, ele normalmente é expresso em toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e). Isso permite transformar diferentes gases, como CO₂, metano (CH₄) e óxido nitroso (N₂O) em uma unidade comum considerando seu potencial de aquecimento global.

Qual a diferença entre reduzir emissões e compensar carbono?

Essa é uma das perguntas mais importantes quando se fala em ESG e crédito de carbono.

  • Reduzir emissões: significa diminuir efetivamente a quantidade de gases de efeito estufa gerados pelas atividades da organização.
  • Compensação de carbono: ocorre quando a empresa investe em projetos ambientais capazes de neutralizar emissões que ainda não foi possível eliminar.

As duas estratégias devem atuar de forma complementar. As organizações mais maduras primeiro reduzem suas emissões e depois compensam aquilo que ainda permanece inevitável.

Como uma empresa pode reduzir sua pegada de carbono?

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A boa notícia é que a redução da pegada de carbono não depende apenas de grandes investimentos. Muitas ações podem ser implementadas gradualmente.

A melhor prática ESG é seguir a sequência:

Medir → Reduzir → Compensar → Monitorar → Evoluir

É esse processo que fortalece a estratégia de sustentabilidade e contribui para uma economia de baixo carbono. Vale ressaltar que o crédito de carbono não substitui a redução de emissões.

Checklist de descarbonização:

  1. ✅ Realizar um inventário de carbono
  2. ✅ Mapear oportunidades de redução
  3. ✅ Modernizar equipamentos
  4. ✅ Melhorar a eficiência energética
  5. ✅ Incentivar processos digitais
  6. ✅ Reduzir desperdícios
  7. ✅ Estabelecer metas ambientais
  8. ✅ Monitorar indicadores ESG
  9. ✅ Compensar emissões residuais com créditos de carbono

Como a Ativos fortalece sua agenda ESG?

Na Ativos, sustentabilidade é entendida como um processo contínuo de evolução. A Companhia busca compreender seus impactos ambientais, fortalecer sua governança socioambiental e apoiar iniciativas alinhadas às melhores práticas de mercado.

Como parte dessa jornada, realizou o levantamento de suas emissões de gases de efeito estufa e conquistou o Selo Carbon Free Brasil, reconhecimento que reforça seu compromisso com a neutralização de carbono, a transparência e a agenda ESG.

Mais do que um marco institucional, essa conquista representa um avanço no compromisso de construir uma atuação cada vez mais responsável e alinhada aos desafios do futuro.

Conclusão

ESG, crédito de carbono, inventário de carbono e descarbonização deixaram de ser temas restritos a especialistas e passaram a ocupar posição estratégica na gestão empresarial. Empresas que compreendem seus impactos, medem suas emissões e investem em práticas sustentáveis fortalecem sua reputação, aumentam sua transparência e contribuem para uma economia mais resiliente.

Na Ativos, essa jornada faz parte do compromisso de atuar com responsabilidade, ética e visão de longo prazo. Porque cuidar do presente também é uma forma de construir um futuro melhor.

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